Resumo

No dia 14 de janeiro de 1894, um breve anúncio veiculado no periódico Gazeta de Oliveira, da cidade homônima, registrou, com algum entusiasmo, a iminente chegada do “afamado mágico” Nicolay Faure, e suas duas “festejadas” filhas, Paula e Rosina, que atuavam como assistentes. A população oliveirense, segundo foi noticiado, preparava-se para recebê-los em dois espetáculos únicos, programados para o sábado, dia 20, e domingo, dia 21, na sala da Câmara Municipal (GAZETA DE OLIVEIRA, 07 de janeiro de 1894, p. 1). Essa excursão artística de Faure pelo Oeste mineiro, que incluiu, além de Oliveira, as adjacentes cidades de Itapecerica e Pitangui, fazia parte de uma trajetória de apresentações no Brasil iniciada em 1871, quando o mágico francês desembarcou no Rio de Janeiro (JORNAL DA NOITE, 22 de fevereiro de 1871, p. 1). A partir de então, além do Rio, várias outras localidades, em diferentes pontos do país, a exemplo de Belém, Porto Alegre e São Paulo, foram alvos de turnês (PROVÍNCIA DE SÃO PAULO, 18 de março de 1876; A PATRIA PARAENSE, 05 de agosto de 1894, p. 2). Em Minas Gerais, registros jornalísticos indicam a presença do mágico desde, pelo menos, o ano de 1891, com espetáculos “concorridos” em Juiz de Fora, retornando novamente em 1893, onde passou por Ouro Preto e São João Del-Rei, culminando, finalmente, em sua chegada na cidade de Oliveira (O PHAROL, 22 de janeiro de 1891, p1).

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