“A bicicleta é a morte lenta do planeta”? Análise sobre cultura de consumo e economia no ciclismo
Por Emerson Luís Velozo (Autor), Gláucia Andreza Kronbauer (Autor), Cinthia Lopes da Silva (Autor).
Resumo
Sem autoria confirmada, a postagem vem sendo disseminada há alguns anos, seja por cicloativistas que defendem o uso da bicicleta como alternativa aos veículos automotores, seja por apreciadores do ciclismo como atividade de lazer, como prática esportiva, etc. Para uma análise conceitual mais aprofundada, nos desperta a atenção o fato de que a postagem utiliza a expressão “ciclista” como uma categoria universal, que pressupõe que os sujeitos que andam de bicicleta possuem equipamentos, intencionalidades, valores, comportamentos homogêneos e coesos. Entretanto, basta olhar para as ruas para enxergarmos pessoas com diferentes tipos de bicicletas as utilizando para diversos fins. Um conceito abstrato e generalista de ciclismo serve apenas para determinar que o ciclista é aquele que se desloca por meio de uma bicicleta, mas não é capaz de determinar os diferentes ciclistas e usos da bicicleta que se encontram na realidade.