Resumo

A história do esporte brasileiro foi construída, durante muito tempo, a partir de narrativas marcadamente patriarcais, que privilegiaram trajetórias masculinas e relegaram a participação feminina a posições secundárias ou marginais. Esse enquadramento historiográfico produziu silenciamentos persistentes, que ainda hoje se expressam na escassez de registros e estudos dedicados às experiências de mulheres no campo esportivo. Como apontam Michelle Perrot (2017), Rachel Soihet (2003) e Silvana Goellner (2006, 2009, 2012), a ausência feminina na narrativa histórica não corresponde à inexistência de sua atuação, mas resulta de processos de invisibilização associados à produção, circulação e preservação das fontes históricas, bem como aos critérios de reconhecimento social que orientaram a escrita da história

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