Resumo

Quando falamos em esporte escolar competitivo, nos referimos às atividades esportivas extracurriculares que ofertam o aprendizado de modalidades, organizando equipes para disputar campeonatos. Na rede federal de ensino temos os Jogos das Instituições Federais (JIF), que proporcionam a integração entre discentes, docentes e técnicos, além de fortalecer a política de Educação Física, Esporte e Lazer na Rede Federal. Observando que a presença de mulheres em espaços de liderança é importante para propostas esportivas de maior equidade (Barreira, 2021), o estudo tem como objetivo investigar a participação de professoras da Rede Federal de ensino como gestoras esportivas, baseando-se no JIF Nacional 2025. Metodologia: O estudo possui caráter quali-quantitativo (Gil, 2008). Analisamos o cenário das instituições federais participantes dos JIF 2025, etapa Nacional, observando os chefes de delegação desses institutos, oficiais e suplentes, responsáveis por suas equipes, através de dados coletados pela COJIF (Comissão Organizadora do JIF). Este é um recorte de um estudo maior, que versa sobre a participação das mulheres em cargos deste nível. Resultados: Em 2025, 74% dos chefes de delegação eram homens e 26% mulheres. Reproduzimos na escola o que é praticado pela sociedade. Conclusão: Por mais que os servidores públicos sejam concursados ou contratados, não necessitando de indicações para o seu trabalho, os resultados refletem o que acontece na gestão esportiva nacional, seja ela de alto rendimento, de base ou escolar. O número de mulheres em cargos de liderança esportiva é baixo e espelha a estrutura patriarcal da sociedade brasileira (Torga, 2019). Como desdobramento do estudo, cabe refletir: quais barreiras existem para as mulheres na área do desporto escolar?

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