Integra
Não, não morri. Pelo menos, ainda não. Aliás, quanto mais tempo passa, menos pressa eu tenho. O que vou relatar me foi contado por um amigo professor em um curso de Educação Física em uma universidade de São Paulo.
Ele trabalhava com a história contemporânea da Educação Física brasileira, especificamente a famosa década de 1980, que causou uma revolução conceitual e pedagógica na área e que tantas reflexões e debates proporcionaram. Para isso, dentre outras fontes, utilizava um livro de minha autoria, de 1998, intitulado Educação Física Brasileira: autores e atores da década de 1980, fruto de minha tese de doutorado.
Conta ele que, durante algumas aulas, citava trechos do livro, compartilhava com os alunos reflexões que eu havia feito, sempre citando o autor. Dentre os alunos, um particularmente chamava a atenção do professor, porque chegava atrasado, saía mais cedo da aula, conversava com os colegas, às vezes se distraía, por vezes cochilava, tanto de olhos abertos como fechados.
Ao final do módulo, o professor realizou uma avaliação na qual a principal questão era: “Qual foi o principal acontecimento na década de 1980 na Educação Física brasileira?”.
Era evidente que aquele aluno desatento não sabia a resposta. Sequer havia lido o livro, nem prestado atenção suficiente às explicações do diligente professor. Mas ele se lembrava de que o professor várias vezes havia citado o tal Daolio. Não teve dúvidas e arriscou: “O principal acontecimento da Educação Física na década de 1980 foi a morte de DAOLIO”.
Para minha sorte, ele errou a resposta