A participação feminina nos jogos olímpicos: uma análise histórica do processo de igualdade de gênero
Por Eloisa Fernandes da Silva (Autor), Marina Melo do Nascimento (Autor).
Resumo
Os Jogos Olímpicos representam um dos maiores eventos esportivos do mundo, tendo sido retomados na era moderna em 1896, em Atenas, por iniciativa de Pierre de Coubertin (Rubio, 2010). No entanto, a participação de atletas femininas nem sempre se fez presente. De acordo com o Comitê Olímpico Internacional (2023), é a partir de sua segunda edição em 1900 em Paris que ocorre a participação de mulheres no evento, com o número de 22 atletas femininas e 985 atletas masculinos. No Brasil, a primeira participação feminina veio nas Olimpíadas de Londres, em 1932, com a nadadora Maria Lenk (Brasil, 2021), sendo também a única participação de atleta mulher em toda América do Sul nesta edição. Diante desse cenário, é fundamental analisar historicamente o processo de inserção e ampliação da participação feminina nos Jogos Olímpicos, considerando os avanços e desafios relacionados à igualdade de gênero no esporte. A compreensão dessa trajetória contribui para refletir sobre as transformações sociais que possibilitaram maior representatividade das mulheres nas competições esportivas. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar a participação feminina nos Jogos Olímpicos, destacando marcos históricos e avanços no processo de busca pela igualdade de gênero no esporte.