Além da neutralidade passiva: salvaguardando a arena olímpica e rejeitando sanções coletivas
Por David Grassi (Autor).
Resumo
Esta contribuição, concebida como um corolário de análises anteriores sobre a dinâmica da exclusão e do ativismo esportivo, explora a necessidade de redefinir o conceito de neutralidade política no Movimento Olímpico. A questão central é como o Comitê Olímpico Internacional pode conciliar sua postura institucional contra violações de direitos humanos com a necessidade vital de preservar a integridade e a inclusão dos Jogos. Por meio de uma releitura da Regra 50 e da observação de dissidências recentes, argumenta-se que a proibição da propaganda em campo não é censura, mas uma salvaguarda para os atletas e para a neutralidade da arena. Concomitantemente, a prolongada exclusão de atletas russos e bielorrussos é examinada como uma sanção coletiva injusta que se baseia na lógica do isolamento político. Embora a transição para uma “neutralidade ativa e funcional” abra caminho para o futuro, a tarefa é consolidar esse paradigma por meio de critérios operacionais claros. Este artigo propõe tais critérios para garantir a aplicação universal dos regulamentos em vista dos futuros ciclos olímpicos, a começar por Los Angeles 2028.
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