Resumo

O envelhecimento está associado ao aumento do risco de declínio cognitivo e sintomas depressivos, especialmente em indivíduos fisicamente inativos. Intervenções não farmacológicas, como o exercício físico associado à dupla tarefa cognitivo-motora, têm sido propostas como estratégias promissoras para a promoção da saúde mental em idosos. Objetivo: Analisar o comportamento dos sintomas depressivos em idosos participantes de um programa de exercício físico com dupla tarefa, comparando avaliações realizadas em 2025 e 2026. Métodos: Estudo longitudinal com 8 idosos (idade = 67,63 ± 6,30 anos), participantes do Projeto Movi-mente (CEP/CAAE: 70932523.0.0000.5146). Os sintomas depressivos foram avaliados pela GDS-15, cuja pontuação varia de 0 a 15 (0-5: ausência de depressão; 6-10: depressão leve; 11-15: depressão severa). Foram realizadas análises descritivas (média e desvio padrão) e cálculo do tamanho de efeito pelo d de Cohen. Resultados: Observou-se redução da média dos escores de depressão de 3,25 (±2,49) em 2025 para 2,63 (±3,02) em 2026, com tamanho de efeito pequeno (d = -0,20), indicando discreta melhora dos sintomas depressivos no grupo. Em nível individual, a maioria dos participantes manteve ou reduziu seus escores, com casos de redução clinicamente relevante (ex.: de 8 para 5; de 3 para 0). Um participante apresentou piora (de 6 para 9), permanecendo na faixa de depressão leve. A maior parte dos idosos permaneceu classificada sem depressão (0- 5 pontos) nos dois momentos avaliados. Conclusão: Os achados preliminares sugerem que a participação em programas de exercício físico com dupla tarefa pode contribuir para a redução dos sintomas depressivos em idosos. A amostra reduzida limita o poder estatístico das análises. Os resultados reforçam o potencial do treinamento físico associado a estímulos cognitivos como estratégia não farmacológica para a promoção da saúde mental no envelhecimento. Estudos com amostras maiores e análise inferencial são necessários para confirmar esses efeitos

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