Análise da comunicação, do comportamento social e das habilidades psicomotoras de crianças com transtorno do espectro autista participantes do projeto social água azul
Por Rosemari Lorenz Martins (Autor), Maria Lucia Rodrigues Langone (Autor), Viviane Cristina de Mattos Battistello (Autor), Bruno Krüger Neumann (Autor).
Resumo
O autismo (oriundo da palavra grega “autos”, que significa “próprio” ou “de si mesmo”) juntamente com outros transtornos - como o transtorno de Asperger, o transtorno desintegrativo da infância, o transtorno de Rett e o transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação - são representados pelo termo “Transtorno do espectro autista” (TEA), caracterizado por déficits em dois domínios centrais, comunicação e interação social, e padrões repetitivos e restritos de comportamento, de interesses e de atividades (DSM-5, 2014).A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada 160 crianças em todo o mundo tenha TEA. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, a prevalência de TEA é de cerca de uma em cada 54 crianças. Nesse, sentindo, entre as principais características do TEA está a dificuldade de socialização, tornando a prática esportiva e de exercícios recomendada para a promoção da saúde psicossocial, porque a prática de exercícios pode ajudar a reduzir o isolamento social que, quando acentuado, pode gerar depressão, nervosismo, ansiedade, retração, timidez, falta de contato visual e falta de interesse nas atividades diárias (Yunus et al., 2021). Outras características de algumas pessoas com TEA estão relacionadas à dificuldade em exercer atividades básicas. Fessia et al. (2018) identificaram que o exercício físico programado e corretamente direcionado para o desenvolvimento de habilidades motoras de crianças com TEA aprimora os contextos psicológicos e promove mudanças comportamentais.