Análise de debates e relações políticas das matérias do jornal folha de São Paulo durante a cobertura dos jogos olímpicos de 2024
Por Natália Elias Ferreira (Autor), Bruno Kruger Neumann (Autor), Gustavo Roese Sanfelice (Autor).
Resumo
No universo esportivo, as Olimpíadas destacam-se como uma celebração extraordinária que promove a união entre países, celebrando a paz e a amizade por meio do esporte. Desde sua reconstrução no final do século XIX, idealizada pelo francês Pierre de Coubertin, os Jogos Olímpicos podem ser considerados, simultaneamente, “a superação de barreiras nacionais e a celebração da humanidade comum a todos, assim como uma feroz competição entre nações, raças e ideologias” (Cardoso, 1996, p. 7). Nesse contexto, o atleta “deixa de competir apenas por si e passa a carregar sobre os ombros um país inteiro” (Skaf, 2015, p. 7).
Além disso, os Jogos Olímpicos consolidaram-se como uma tribuna para diversas causas sociais, com atletas negros da América e da África lutando contra o racismo, chineses buscando a preservação de sua identidade e mulheres reivindicando sua emancipação (Cardoso, 1996, p. 4; Dieder, Ferreira e Neumann, 2024). Nesse sentido, observa-se que os Jogos Olímpicos envolvem uma diversidade de interesses, abrangendo os campos do marketing, econômico, político e social, todos interligados, com a mídia desempenhando o papel de mediadora social generalizada (Sanfelice, 2010). A mídia, especialmente a imprensa jornalística, exerce papel fundamental nesse cenário, sendo responsável por impulsionar a espetacularização dos eventos e transformandoos em narrativas inseparáveis dos meios de comunicação (Betti, 2010; Barth; Sanfelice, 2021).