Análise do equilíbrio em pessoas idosas praticantes de dança livre
Por Alice do Nascimento Farias (Autor), Raíssa Caroline Brito Costa (Autor), Maria Eduarda Dias Pinheiro (Autor), Kaellen Almeida Scantbelruy (Autor), Jansen Atier Estrazulas (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
Compreender o envelhecimento envolve distinguir o processo fisiológico natural (senescência) e patologias da senilidade. Neste contexto, o equilíbrio é um dos aspectos fundamentais para a funcionalidade e qualidade de vida, viabilizando o envelhecimento ativo. A dança livre favorece a exploração consciente do movimento, contribuindo para o aprimoramento da propriocepção e do controle postural em pessoas idosas. Justificativa: Observa-se ainda a carência de estudos que investiguem a dança livre na perspectiva biomecânica, principalmente no contexto do envelhecimento. Objetivo: Analisar os efeitos da prática de dança livre no equilíbrio de pessoas idosas. Métodos: Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 84074024.9.0000.5016), foi composto por 18 mulheres idosas distribuídas em dois grupos: dança (n = 9), composto por praticantes de dança livre a de pelo menos 3 meses, duasvezes por semana e que atendiam às recomendações de atividade física da OMS, e sedentárias (n = 9). A amostra do grupo de dança apresentou média de idade de 65,89 ± 7,96 anos e IMC de 23,33 ± 4,66 kg/m², e as sedentárias de 70,6 ± 7,38 anos e 27,29 ± 3,90kg/m², respectivamente. A partir da análise estabilométrica foram consideradas as variáveis de: deslocamento ântero-posterior (AP-COP), deslocamento médio-lateral (ML-COP), centro de oscilação de pressão (COP) e velocidade média quadrática (VMQ). Para comparar os grupos foi aplicado o teste de Mann-Whitney, e adotou-se o valor do tamanho de efeito. Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos para as variáveis (AP-COP: p = 0,489; ML-COP: p = 0,863; COP: p = 0,666; VMQ: p = 0,161). Os tamanhos de efeito obtidos mostraram variações pequenas e moderadas (r entre -0,06 e -0,41). Conclusão: Os resultados não evidenciaram diferenças estatisticamente significativas no equilíbrio entre praticantes de dança e sedentárias, possivelmente explicadas pelo tamanho da amostra e pelo tempo de prática reduzido