Resumo

Compreender o envelhecimento envolve distinguir o processo fisiológico natural (senescência) e patologias da senilidade. Neste contexto, o equilíbrio é um dos aspectos fundamentais para a funcionalidade e qualidade de vida, viabilizando o envelhecimento ativo. A dança livre favorece a exploração consciente do movimento, contribuindo para o aprimoramento da propriocepção e do controle postural em pessoas idosas. Justificativa: Observa-se ainda a carência de estudos que investiguem a dança livre na perspectiva biomecânica, principalmente no contexto do envelhecimento. Objetivo: Analisar os efeitos da prática de dança livre no equilíbrio de pessoas idosas. Métodos: Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 84074024.9.0000.5016), foi composto por 18 mulheres idosas distribuídas em dois grupos: dança (n = 9), composto por praticantes de dança livre a de pelo menos 3 meses, duasvezes por semana e que atendiam às recomendações de atividade física da OMS, e sedentárias (n = 9). A amostra do grupo de dança apresentou média de idade de 65,89 ± 7,96 anos e IMC de 23,33 ± 4,66 kg/m², e as sedentárias de 70,6 ± 7,38 anos e 27,29 ± 3,90kg/m², respectivamente. A partir da análise estabilométrica foram consideradas as variáveis de: deslocamento ântero-posterior (AP-COP), deslocamento médio-lateral (ML-COP), centro de oscilação de pressão (COP) e velocidade média quadrática (VMQ). Para comparar os grupos foi aplicado o teste de Mann-Whitney, e adotou-se o valor do tamanho de efeito. Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos para as variáveis (AP-COP: p = 0,489; ML-COP: p = 0,863; COP: p = 0,666; VMQ: p = 0,161). Os tamanhos de efeito obtidos mostraram variações pequenas e moderadas (r entre -0,06 e -0,41). Conclusão: Os resultados não evidenciaram diferenças estatisticamente significativas no equilíbrio entre praticantes de dança e sedentárias, possivelmente explicadas pelo tamanho da amostra e pelo tempo de prática reduzido

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