Resumo

Objetivo: Considerando que as principais potências do judô possuem regras específicas para as categorias de base, como técnicas proibidas, e que isso não ocorre no Brasil, o objetivo do estudo foi verificar se treinadores brasileiros consideram as regras de competição das categorias de base seguras (SEG). Métodos: 166 treinadores de judô, de todo o Brasil, responderam um questionário do tipo Likert, devidamente validado, pelo GoogleForms. Os treinadores foram divididos em 04 grupos de análise: a-) região do país; b-) nível competitivo; c-) escolaridade; d-) categorias que atuam. Os scores variavam de 5 a 25 pontos, com as seguintes escalas: 5 a 9 pontos (muito seguras); 10 a 13 (seguras); 14 a 17 (neutro); 18 a 21 (inseguras) e 22 a 25 (muito inseguras). Kruskal Wallis, com Post Hoc de Dunn foi realizado para comparar os scores de SEG e a interação com cada grupo de análise (p < 0,05). Resultados: 44,5% dos treinadores brasileiros consideram as regras de competição da categoria de base inseguras, 34,9% são neutros e 20,5% consideram as regras seguras. Os treinadores do Nordeste acham as regras mais seguras, quando comparados aos treinadores do Centro-Oeste (p = 0,002) e do Sudeste (p = 0,001). Mestres e Doutores consideram as regras menos seguras quando comparados aos treinadores de todos os outros níveis de escolaridade: Médio (p < 0,001); Superior (p = 0,001); Especialista (p = 0,003). Conclusão: A maior proporção dos treinadores brasileiros de judô considera as regras das categorias de base inseguras. Palavras-chave: Competição; Jovens; Judô; Regras; Segurança