Associação entre atividade física e risco cardiovascular em usuários adultos de um parque linear em São Paulo
Por Rodrigo Hisgail Nogueira (Autor), Bruno Temóteo Modesto (Autor), Teresa Bartholomeu (Autor), Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz (Autor).
Em Journal of Physical Education (Até 2016 Revista da Educação Física - UEM) v. 36, n 1, 2025.
Resumo
A prática de atividade física (AF) no tempo livre em parques públicos é uma estratégia recomendada para reduzir o risco cardiovascular global (RCG) da população. Parques lineares apresentam características distintas dos parques convencionais, o que torna importante investigar a relação entre AF e RCG em seus usuários. Assim, este estudo foi conduzido para identificar o RCG e a AF no tempo livre dos usuários do Parque do Minhocão, em São Paulo, e analisar a associação entre esses fatores. Os dados foram obtidos em uma intervenção pontual de saúde realizada no parque, por meio de entrevista sobre AF e presença de fatores de risco cardiovascular (FRC), além da aferição de massa corporal, estatura, circunferência abdominal e pressão arterial. Foram analisados dados de 143 participantes (64 mulheres, 44±9,2 anos), divididos entre aqueles que atingiram (62,2%) e aqueles que não atingiram (37,8%) a meta de prática semanal de AF recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Os participantes que atingiram essa meta foram posteriormente divididos entre aqueles que incluíram (43,8%) e aqueles que não incluíram (56,2%) AF vigorosa para atingir essa meta. A maioria dos participantes que atingiram a meta de atividade física apresentou baixa taxa de glicemia capilar (59,4%) e também menor frequência de alterações na pressão arterial diastólica em comparação com aqueles que não atingiram a meta (6,3±5,7 vs. 7,1±6,4%, p=0,492). Aqueles que incluíram atividade física vigorosa para atingir a meta de saúde apresentaram menor taxa de glicemia capilar do que aqueles que praticaram apenas atividade física moderada (2,9±4,3 vs. 6,2±6,3%, p=0,009). Em conclusão, os usuários do Parque do Minhocão eram predominantemente ativos e apresentaram baixa taxa de glicemia capilar. Entre eles, atingir os níveis recomendados de atividade física, particularmente com a inclusão de atividade vigorosa, associou-se a uma menor taxa de glicemia capilar.