Resumo

A prática de atividade física (AF) no tempo livre em parques públicos é uma estratégia recomendada para reduzir o risco cardiovascular global (RCG) da população. Parques lineares apresentam características distintas dos parques convencionais, o que torna importante investigar a relação entre AF e RCG em seus usuários. Assim, este estudo foi conduzido para identificar o RCG e a AF no tempo livre dos usuários do Parque do Minhocão, em São Paulo, e analisar a associação entre esses fatores. Os dados foram obtidos em uma intervenção pontual de saúde realizada no parque, por meio de entrevista sobre AF e presença de fatores de risco cardiovascular (FRC), além da aferição de massa corporal, estatura, circunferência abdominal e pressão arterial. Foram analisados ​​dados de 143 participantes (64 mulheres, 44±9,2 anos), divididos entre aqueles que atingiram (62,2%) e aqueles que não atingiram (37,8%) a meta de prática semanal de AF recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Os participantes que atingiram essa meta foram posteriormente divididos entre aqueles que incluíram (43,8%) e aqueles que não incluíram (56,2%) AF vigorosa para atingir essa meta. A maioria dos participantes que atingiram a meta de atividade física apresentou baixa taxa de glicemia capilar (59,4%) e também menor frequência de alterações na pressão arterial diastólica em comparação com aqueles que não atingiram a meta (6,3±5,7 vs. 7,1±6,4%, p=0,492). Aqueles que incluíram atividade física vigorosa para atingir a meta de saúde apresentaram menor taxa de glicemia capilar do que aqueles que praticaram apenas atividade física moderada (2,9±4,3 vs. 6,2±6,3%, p=0,009). Em conclusão, os usuários do Parque do Minhocão eram predominantemente ativos e apresentaram baixa taxa de glicemia capilar. Entre eles, atingir os níveis recomendados de atividade física, particularmente com a inclusão de atividade vigorosa, associou-se a uma menor taxa de glicemia capilar.

Acessar