Brain Rot: conceito, alertas e estratégias de enfrentamento no contexto brasileiro
Resumo
Ao acompanhar um filme de cinema, ainda durante o filme, algumas crianças jogavam partidas online de um jogo qualquer. Até mesmo o cinema era tedioso demais para elas, imagine uma leitura profunda e demorada, ou uma sala de aula tradicional. É em contextos como este que surge o chamado “cérebro podre”; esta é a tradução livre para brain rot, termo que ganhou destaque após ser listada enquanto palavra do ano em 2024, pela Oxford. Pode ser definida como uma suposta deterioriação das funções mentais ou intelectuais provocado, principalmente, pelo consumo excessivo de conteúdos (atualmente, online) considerado trivial ou pouco desafiador (Oxford, 2024). Resulta do tempo excessivo de exposição às telas, do vício em redes sociais e da sobrecarga cognitiva (Youself et al., 2025). No contexto educacional, iniciativas como a Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares nas escolas brasileiras durante as aulas e intervalos, refletem a tentativa de minimizar esses efeitos (Brasil, 2025). A referida lei toma por base o enfrentamento à nomofobia, que pode ser caracterizada por um medo irracional de ficar sem o celular.