Este estudo apresenta um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), em uma escola pública de São João del-Rei/MG, com turmas dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. A intervenção, fundamentada na Abordagem Crítico-Emancipatória de Elenor Kunz e na Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, teve como objetivo investigar as potencialidades da dança como prática pedagógica crítica, inclusiva e culturalmente situada. Ao longo de oito encontros, foram realizadas experiências corporais progressivas, envolvendo jogos rítmicos, brincadeiras da cultura popular, percussão corporal, dinâmicas colaborativas e processos de criação coreográfica. As propostas dialogam com o repertório sociocultural dos estudantes, incorporando referências midiáticas, como danças virais e comemorações do futebol, promovendo maior engajamento e protagonismo estudantil. A mediação docente buscou articular técnica, ludicidade e reflexão crítica, favorecendo a expressão, a autonomia e a construção coletiva do conhecimento. Os resultados evidenciam a dança como uma potente estratégia de humanização, inclusão e transformação no contexto da Educação Física escolar.