Covid longa e treinamento de força: uma revisão narrativa
Por Vitor Souza Fabres (Autor), Letícia Velten (Autor), Carlos Brendo Ferreira Reis (Autor), Victor Hugo Gasparini Neto (Autor), Guilherme Fleury Fina Speretta (Autor), Luciana Carletti (Autor), Richard Diego Leite (Autor).
Em Revista Brasileira de Ciência e Movimento v. 33, n 1, 2025.
Resumo
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2. A infecção pode variar de leve a crítica, e muitos sobreviventes desenvolvem sintomas persistentes, caracterizados como COVID longa. Entre suas consequências, destaca-se a perda de massa muscular e força, o que compromete a saúde e qualidade de vida dos afetados. Evidências científicas indicam que o treinamento de força (TF) pode ser benéfico ao estimular a síntese proteica e inibir a degradação muscular, promovendo ganhos em massa muscular e força. Além disso, o TF estimula a liberação de miocinas que modulam processos inflamatórios, sugerindo seu potencial no tratamento da COVID longa. Esta revisão teve como objetivo analisar as vias celulares e moleculares envolvidas nos danos musculares causados pela COVID-19, além das adaptações musculares induzidas pelo TF. Com base nessa revisão, o TF se mostra uma estratégia promissora e não farmacológica para mitigar os prejuízos musculares associados à COVID longa, oferecendo uma abordagem terapêutica eficaz para a reabilitação dos pacientes.