Resumo

No presente estudo, comparámos os perfis cardiorrespiratórios, metabólicos e de coordenação, ao longo de um amplo espectro de intensidades na técnica de costas e previmos a velocidade de nado a partir destes determinantes. Cinco na - dadores de bom nível desportivo realizaram um protocolo incremental de n × 200 m costas até à exaustão, com incrementos de 0.05 m·s - ¹ e 30 s de repouso entre patamares. Mediram-se o consumo de oxigénio, a concentração de lactato san - guíneo e o custo energético, tendo a cinemática bidimensional permitido obter o índice de coordenação. Aplicaram-se testes de Friedman, correlação cruzada, regressão linear, regressão k-vizinhos mais próximos e modelos aditivos gener - alizados. Os modelos foram avaliados com validação cruzada leave-one-out. A velocidade aumentou de 1.15 (1.10–1.20) para 1.37 (1.31–1.43) m·s - ¹, com aumento concomitante da percentagem da velocidade ao consumo máximo de oxigénio de 72.00 (69.30–82.60) para 100%, do custo energético de 14.26 (11.06–16.25) para 17.52 (16.18–19.78) J·kg - ¹·m - ¹ e do índice de coordenação de −21.99 (−23.49- −20.41) para −17.15 (−19.59- −16.32)%, indicando uma coordenação persistente em catch-up. A velocidade apresentou associação forte com a percentagem da velocidade ao consumo máximo de oxigénio e associações moderadas com o custo energético e o índice de coordenação ( r = .89, .42 e .32, respetivamente). O desempenho preditivo para a velocidade de nado apresentou coeficientes de determinação de r2 = .80 para a regressão linear, .86 para k-vizinhos mais próxi - mos e .90 para modelos aditivos generalizados. Estes resultados mostram como os costistas ajustavam perfis cardiorrespiratórios, metabólicos e de coordenação entre esforços incrementais e sustentavam a previsão da velocidade em intensi - dades baixas a severas, auxiliando treinadores na prescrição de treino alinhada com objetivos de desempenho desportivo.

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