Desigualdade de gênero no acesso às práticas corporais/atividade física ao longo da vida a partir da percepção de pessoas idosas
Por Lucas Martins Paulista (Autor), André Ulian Dall Evedove (Autor).
Resumo
Investigaram-se desigualdades de gênero no acesso às práticas corporais/atividade física (PCAF) ao longo da vida de pessoas idosas (≥60 anos) participantes de um grupo de PCAF em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Utilizando uma abordagem qualitativa, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com 15 sujeitos, explorando memórias de infância, vida adulta e velhice. Na infância, homens relataram maior liberdade para praticar atividade física, enquanto as mulheres enfrentaram restrições de espaço e inserção no trabalho doméstico. Na vida adulta, apesar da percepção de inatividade física, o trabalho envolveu esforço físico, com papéis distintos entre homens (trabalho braçal) e mulheres (cuidado doméstico). Na velhice, houve maior adesão às PCAFs através da adesão ao grupo. Para outras possibilidades de atividade física, mulheres relataram sobrecarga doméstica e falta de segurança, enquanto homens apontaram dores físicas. Conclui-se pela necessidade de políticas públicas que promovam acesso equitativo às PCAFs.
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