Resumo

A eco intensidade (EI) tem sido utilizada como um indicador da qualidade muscular, apresentando relações positivas com a capacidade funcional em diferentes populações. Recentemente, autores sugeriram que uma análise da distribuição de pixels nas diferentes bandas do espectro poderia fornecer melhores informações sobre a composição dos músculos avaliados. No entanto, pouco se conhece sobre a relação entre a distribuição de pixels nas diferentes bandas e capacidade de gerar torque. Objetivo: Analisar a correlação entre as bandas de EI dos músculos Vastus Lateralis (VL) e Rectus Femoris (RF) e o pico de torque extensor concêntrico do joelho (PTex) de atletas de futebol. Materiais e métodos: Fizeram parte do estudo 48 jogadores de futebol (26,2 ± 3,6 anos), (1,81 ± 0,08 cm), (78,01 ± 10,36 kg). Inicialmente todos os atletas tiveram imagens dos músculos VL e RF avaliadas pela ultrassonografia modo-B (Mindray®, China). Posteriormente o PTex foi avaliado em um dinamômetro isocinético na velocidade de 60°/s (Biodex®). Ambos os membros foram avaliados. A imagens do VL e RF foram processadas no software ImageJ® e exportadas para planilhas do excel. A EI foi corrigida considerando a camada de gordura subcutânea. Foram considerados os valores de EI média e os percentuais de pixels agrupados em 5 bandas (0-50, 51-100, 101-150, 151-200, 201-255 UA). Resultados: A EI média do RF apresentou correlação negativa e significativa com o pico de torque (β= ?4,10) e trabalho total (β= ?3,89) no membro direito, sugerindo que menores valores de EI (imagens mais escuras) estão associados a maior força. Contudo, não foram observadas associações significativas entre a distribuição de pixels nas diferentes bandas de EI e o torque/trabalho. Conclusão: Nos dados permitem concluir que em atletas de futebol, a EImédia permanece como o indicador mais informativo de qualidade muscular.

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