Resumo

O pontapé de baliza curto é cada vez mais frequente, mas a evidência sobre o seu risco e benefício é limitada. Este estudo procurou (a) identificar se os pontapés curtos são mais eficazes do que os longos na entrada em momentos de aceleração ofensiva e na criação de oportunidades de golo; (b) avaliar o equilíbrio entre benefícios e riscos (perda de bola e sua localização) de cada estratégia; e (c) comparar equipas sub-19 e seniores no uso e outcomes destes pontapés. Foram codificados, no LINCE, 387 pontapés de 24 jogos entre quatro clubes Portugueses de elite (sub-19 e seniores, 2023/2024), com um instrumento de observação da progressão ofensiva e dos momentos de aceleração. Os pontapés curtos foram os mais frequentes (64,3%) e seguidos de mais entradas em zonas de aceleração (16,5% vs. 6,5% nos longos), mas também de mais perdas de bola nas zonas de progressão baixa e progressão intermédia baixa. Não houve diferenças significativas entre curtos e longos em golos ou remates, nem entre sub19 e seniores, embora isso não demonstre semelhança entre os grupos. A escolha entre ambas implica um compromisso entre progressão e exposição à perda de bola em zonas baixas, a ponderar face ao contexto de jogo

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