Resumo

Este artigo reflete acerca das relações entre lazer, educação antirracista, paisagem e espacialidades urbanas a partir do Projeto NegroMuro e dos Circuitos NegroMuro na cidade do Rio de Janeiro.  A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza interpretativa, articula revisão bibliográfica, análise imagética e experiências de circulação pela região da Pequena África. Dialogando com autores dos estudos do lazer, da geografia cultural e das relações étnico-raciais, o trabalho compreende o Projeto NegroMuro como intervenção que tensiona processos históricos de apagamento da presença negra na paisagem urbana. A análise enfatiza especialmente o Circuito NegroMuro Pequena África e o mural da escritora Conceição Evaristo no Largo de São Francisco da Prainha, discutindo suas relações com memória, monumentalidade, circulação e regimes de visibilidade na cidade. Conclui-se que os Circuitos NegroMuro ampliam as possibilidades de compreensão do lazer como prática cultural crítica e como experiência educativa antirracista em âmbito não formal.

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