Educação Física no contexto escolar não compromete agudamente as funções executivas em crianças Um ensaio clínico randomizado controlado
Por Andrea Camaz Deslandes (Autor), Thiago Teixeira Guimarães (Autor), Valter da Rocha Fernandes (Autor), Maria Clara Salgado Ramos (Autor), Helen Feitosa Pinheiro Machado (Autor), Silvia de Freitas Affonso Franco (Autor).
Em Lecturas: Educación Física y Deportes v. 31, n 342, 2026.
Resumo
A prática de atividade física estimula funções executivas, mas as evidências sobre os efeitos agudos da Educação Física escolar permanecem inconsistentes devido às variações na duração das aulas e restrições da rotina escolar. Este estudo investigou e comparou o efeito agudo de duas durações distintas de aulas (25 e 45 minutos) sobre o desempenho cognitivo em crianças de 9 a 10 anos. Vinte e quatro participantes (9,54 ± 0,51 anos; 62,5 % masculinos) foram randomizados em três grupos: aulas tradicionais de Educação Física de 25 minutos, de 45 minutos e um grupo controle (aula teórica de 45 minutos). A avaliação das funções executivas, realizada antes e imediatamente após cada condição, revelou um efeito principal significativo de tempo no tempo de resposta do controle inibitório (F(1,21) = 12,719; p = 0,002), com melhorias generalizadas em todos os grupos, incluindo o controle. Não foram identificados outros efeitos significativos, demonstrando que a duração da aula não modulou o desempenho cognitivo. Sessões de 25 ou 45 minutos não geraram melhorias agudas no controle inibitório ou na memória de trabalho em escolares, tampouco demonstraram efeito de dose-resposta. Apesar disso, a manutenção do desempenho confirma que a participação nas aulas de Educação Física durante a rotina escolar não compromete as funções executivas dos estudantes.
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