Efeitos agudos da ingestão de Tereré (ilex paraguariensis) sobre intervalos de hidratação em praticantes de corrida
Por Carolina Rocha Diniz (Autor), Rafael de Jesus Brittes (Autor), Fabiane La Flor Ziegler Sanches (Autor), Cássio Pinho dos Reis (Autor), Christianne de Faria Coelho-Ravagnani (Autor).
Em Journal of Physical Education (Até 2016 Revista da Educação Física - UEM) v. 36, n 1, 2025.
Resumo
Avaliar os efeitos do consumo de Tereré antes do exercício sobre os indicadores de hidratação em corredores. Metodologia: Neste estudo randomizado, cruzado e duplo-cego, foram selecionados 19 corredores de rua (10 homens: 31,3 ± 8 anos, 15,9 ± 4,2% de gordura corporal e 9 mulheres: 32,8 ± 5,1 anos, 20,5 ± 7% de gordura corporal) e divididos em Grupo Tereré Experimental (TrEX), que consumiu Tereré tradicional (50 g de erva-mate infundida em 6 ml/kg de peso corporal de água fria a ± 10 °C), e Grupo Placebo (TrPL), que recebeu a mesma quantidade de água, mas com erva-mate descafeinada. Na avaliação inicial, os participantes foram submetidos a medidas antropométricas (massa corporal e altura). Após 45 minutos da ingestão das bebidas, foram realizadas medições de massa corporal, água corporal total (ACT), água intracelular (AIC) e água extracelular (AEC) (por bioimpedância elétrica), densidade urinária (DU) e cor da urina (CU). Ao final da corrida, foram aplicados questionários sobre sede e sensação de sede, e as medidas de DU e CU foram coletadas novamente. Resultados: O consumo de Tereré não alterou a ACT, AIC, AEC, DU ou CU em comparação com o TrPL em ambos os sexos (p>0,05). Todos os atletas permaneceram hidratados após a corrida. Conclusão: O Tereré não alterou os parâmetros de hidratação dos corredores quando comparado ao Tereré descafeinado, e ambas as bebidas foram capazes de manter um bom estado de hidratação após o esforço físico. O Tereré pode ser uma estratégia nutricional para a hidratação de corredores de rua em provas com duração inferior a 30 minutos.