Resumo

Avaliar os efeitos do consumo de Tereré antes do exercício sobre os indicadores de hidratação em corredores. Metodologia: Neste estudo randomizado, cruzado e duplo-cego, foram selecionados 19 corredores de rua (10 homens: 31,3 ± 8 anos, 15,9 ± 4,2% de gordura corporal e 9 mulheres: 32,8 ± 5,1 anos, 20,5 ± 7% de gordura corporal) e divididos em Grupo Tereré Experimental (TrEX), que consumiu Tereré tradicional (50 g de erva-mate infundida em 6 ml/kg de peso corporal de água fria a ± 10 °C), e Grupo Placebo (TrPL), que recebeu a mesma quantidade de água, mas com erva-mate descafeinada. Na avaliação inicial, os participantes foram submetidos a medidas antropométricas (massa corporal e altura). Após 45 minutos da ingestão das bebidas, foram realizadas medições de massa corporal, água corporal total (ACT), água intracelular (AIC) e água extracelular (AEC) (por bioimpedância elétrica), densidade urinária (DU) e cor da urina (CU). Ao final da corrida, foram aplicados questionários sobre sede e sensação de sede, e as medidas de DU e CU foram coletadas novamente. Resultados: O consumo de Tereré não alterou a ACT, AIC, AEC, DU ou CU em comparação com o TrPL em ambos os sexos (p>0,05). Todos os atletas permaneceram hidratados após a corrida. Conclusão: O Tereré não alterou os parâmetros de hidratação dos corredores quando comparado ao Tereré descafeinado, e ambas as bebidas foram capazes de manter um bom estado de hidratação após o esforço físico. O Tereré pode ser uma estratégia nutricional para a hidratação de corredores de rua em provas com duração inferior a 30 minutos.

Acessar