Resumo
A percepção de perda da velocidade (PPV) é um protocolo com ótima acurácia para autorregular o volume intra-série no treinamento de força (TF) com moderado limiar de perda da velocidade (PV 15-30%). Porém, os efeitos agudos desse protocolo sobre as respostas monitoramento da velocidade da barra em tempo real. O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos agudos de diferentes protocolos de autorregulação objetiva e subjetiva do volume no TF sobre as respostas neuromusculares e perceptivas de atletas universitários de basquetebol. Com um desenho experimental cruzado, 15 atletas universitários de basquetebol do sexo masculino completaram 3 sessões de TF com diferentes protocolos de autorregulação: PPV, PV20% e PV40%. Em cada sessão, os participantes realizaram 3 séries dos exercícios agachamento (AG), levantamento terra com barra hexagonal (LT) e elevação pélvica (EP), com uma carga de 60% de 1RM (idade: 20,9 ± 2,3 anos; altura: 183,8 ± 7,2 cm; massa corporal: 78,5 ±11,6 kg; 1RM – AG, DL e HT respectivamente: 114,0 ± 23,8, 164,2 ± 32,8 e 184,3 ± 37,4 kg). As variáveis agudas analisadas foram: salto com contramovimento, máxima velocidade concêntrica no agachamento, bem-estar (BE), recuperação (QTR), dor muscular tardia (DM) e percepção subjetiva de esforço (PSE). As avaliações ocorreram em três momentos: antes (SCM, MVC, BE, QTR e DM), logo após (DM e PSE) e 24 horas (bem-estar, QTR e DM) após as sessões. Os efeitos agudos foram avaliados através da comparação das mudanças nas respostas neuromusculares e perceptivas (baseline e pós sessão) entre os protocolos. PPV e PV20% resultou menor comprometimento no desempenho do salto (p0,05; TE=0,29). A qualidade total de recuperação foi menor após a condição PV40% em relação à PPV (p=0,01). A percepção de esforço foi maior durante PV40% comparado ao demais protocolos (p0,05). Não foram observadas mudanças significativas nos escores de bem-estar (p>0,05). Em conclusão, esses resultados sugerem que implementar a PPV com moderado limiar de perda de velocidade para controlar o número de repetições intra-séries no TF de atletas pode ser uma alternativa eficiente para minimizar potenciais efeitos negativos de altos volumes sobre as respostas neuromusculares e perceptivas agudas.