Resumo

A estimulação transcraniana por corrente continua ETCC é uma técnica de estimulação cerebral que tem chamado à atenção da comunidade de neurociências. Pode-se atribuir esse interesse dos pesquisadores, ao fato de a ETCC, ser uma técnica eficaz, segura, e estar dentro dos parâmetros éticos, alem de ter um baixo custo. Por outro lado a ETCC pode interferir de forma positiva em aspectos fisiológicos como a PSE e o comportamento da força muscular, através de sua aplicação no escalpe em áreas especificas que controlam essas funções. O objetivo do presente estudo foi analisar o efeito da ETCC sobre a percepção subjetiva de fadiga neuromuscular e no comportamento da força muscular de indivíduos praticantes de exercício contra resistência. Mais especificamente, verificar os efeitos da ETCC anódica (corrente excitatória) e catódica (corrente inibitória) aplicadas no CPDL esquerdo na percepção subjetiva de fadiga neuromuscular por meio do uso de escala de avaliação de percepção de esforço de força muscular (OMNI-RES) e no comportamento da força muscular por meio do teste de 10RM. Foram incluídos no estudo 10 estudantes universitários do sexo masculino, entre 18 a 40 anos, treinados, destros, e sem nenhum tipo de doenças ou lesões osteomioarticulares que pudessem comprometer a participação no estudo. O estudo foi randomizado e todos os sujeitos realizaram cinco visitas. Inicialmente responderam a uma anamnese utilizando os questionários PAR-Q e IPAQ, e sequencialmente realizaram o teste de 10 RM, e responderam a escala de OMNI RES, sendo realizado o reteste em outra visita, todos os sujeitos foram submetidos as três condições da ETCC anódica, catódica e sham, em visitas diferentes. Para isso, foram utilizadas a corrente de 2 mA. A ANOVA de medidas repetidas apontou diferenças significativas entre as médias das condições pré e pós-tratamento tanto para PSE, quanto para força muscular, apenas a condição sham não apontou diferenças significativas. A ETCC apresentou resultados positivos na modulação da PSE e no comportamento da força, e consequente melhora no desempenho físico. Dessa forma a ETCC parece-nos que no futuro, possa vir a ser incorporada ao arsenal de recursos ergogênicos.

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