Resumo
O presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do treinamento neuromuscular integrativo (INT) no desempenho motor (DM) em crianças entre 06 a 10 anos. Foi analisada uma amostra de 38 crianças do sexo masculino praticantes de futebol divididos em dois grupos: 20 no grupo do treinamento neuromuscular integrativo (GINT) e 18 no grupo controle (GC). Em seguida, foi aplicado o questionário socioeconômico para os pais, nível de atividade física diária para os integrantes do estudo e a avaliação da predição da idade óssea (CABRAL, 2013). Para determinar o efeito do INT no DM foi realizado uma bateria de testes físicos para a avaliação do equilíbrio, flexibilidade, agilidade, velocidade e potência anaeróbica de membros inferiores em três momentos, antes (pré) durante (6 semanas) e após (12 semanas) de realização do INT.. O INT foi realizado duas vezes por semana, 20 minutos iniciais de cada treino e constou de cinco exercícios voltados para aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho. para verificar a homogeneidade das variáveis do estudo entre os grupos, aplicou-se teste t de Student não pareado e o teste de Mann-Whitney. Para observar o efeito do tempo e a interação do treinamento no desempenho motor entre os dois grupos foram utilizadas a ANOVA mista de medidas repetidas, além do teste Post- Hoc com ajuste de Bonferroni, com intuito de identificar possíveis diferenças. Desta forma, para a variável equilíbrio ocorreu diferença significativa no efeito do tempo para o grupo INT, F(1,5;55,3) =5.865, p= 0.009, η²= 0.14, nos momentos pré para 12 semanas do GINT (p < 0.001, d = 0,74) e do momento seis semanas para 12 semanas (p= 0.005, d = 0,35). Bem como, observou-se o efeito da interação, F(1,5;55,3) = 6.536, p=0.006, η²= 0.14, entre o GINT e GC no momento 12 semanas. Para a flexibilidade encontrou-se melhoria significativa no efeito do tempo, F(1,2;45,5) = 11.620, p= 0.001, η²= 0,24, no GINT entre os momentos pré para seis semanas (p= 0.02; d= 0,48) pré para 12 semanas (p < 0.001; d = 0,75) e entre os momentos seis para 12 semanas (p= 0.003; d= 0,25). Na agilidade verificou-se o efeito do tempo, F (2,72) = 7.332, p= 0.001, η²= 0,16, no grupo intervenção somente entre os momentos pré para 12 semanas (p = 0.02). Em relação a variável velocidade revelou-se não haver efeito do tempo nos grupos, (F (1,5;54,4)= 2.422, p= 0.112, η²= 0,06), como também não houve interação dos grupos nos tempos, (F (1,5;54,4)= 0.059, p= 0.898, η²= 0,002).Para a potência anaeróbica de membros inferiores houve interação entre os grupos, F(1,2;44,8)= 6.644, p= 0.009, η²= 0.15, porém o teste post hoc com ajuste de Bonferroni não identificou em qual tempo havia interação. Quando analisado a média "