Entre impérios e tatames: tensões nacionalistas na circulação global do jiu-jitsu (1900–1910).
Por João Júlio Gomes dos Santos Júnior (Autor).
Resumo
A edição da revista espanhola Alrededor del Mundo de fevereiro de 1906 trouxe uma reportagem instigante intitulada: “El Jiu-Jitsu, invención europea: um deporte japonês que nació em Holanda”. De acordo com a matéria, que ocupava uma página inteira, a lei implacável de que “no hay nada nuevo bajo el sol que nos alumbra” havia caído com todo o seu peso sobre o Jiu-Jitsu. Se nos primeiros anos do século XX o Japão havia se tornado uma grande potência e assombrado o mundo com o seu rápido progresso, “nada alcanzó tanto exito como el método de lucha empleado por los pequeños nipones”.