Escolas dos Imigrantes: Estruturas de apoio para a prática de atividades físicas
Resumo
Após a entrada de inúmeras levas de imigrantes alemães no Rio Grande do Sul o cotidiano desses alemães não se tornou fácil. A vida na nova terra era totalmente diferente do Heimat. Mesmo assim, tentaram manter as suas tradições e conservar a sua cultura. Das necessidades, além da sobrevivência, manter a sua cultura como Escolas, Igrejas e locais onde poderiam haver encontros como os Clubes (Verein) foram construídos. A questão aqui é o de analisar as estruturas de apoio que as escolas recebiam da sociedade. Imigrantes alemães luteranos construíam primeiro a sua escola e depois a sua Igreja. Construíram e elaboravam o currículo das suas escolas e a partir daí importante era a estrutura de apoio. Especificamente ao praticaram o turnen, componente curricular, como poderiam desenvolver as atividades em torno dele? Onde a escola buscava esse apoio? Para responder aos questionamentos utilizamos a pesquisa documental baseado nas informações do Allgemeine Lehrerzeitung für Rio Grande do Sul [Jornal Geral para o professor no Rio Grande do Sul], 1902 a 1938, do Jahresbericht Realschule in Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul,1870, Brasilien, 1930, as escritas de Telles (1974 e informações do Jahresbericht Deutsches Evangelisches LehrerSeminar (1936). É nesse cenário que entram algumas Instituições como uma Formadora de Professores, o acesso aos Turnverein (Sociedades de Ginástica) disponibilizando suas instalações e também seus professores. Em Porto Alegre o convênio ente Colégio Farroupilha e Turnverein (Sociedade de Ginástica Porto Alegre – Sogipa). Da mesma forma nos exemplificaremos no interior do Estado o currículo e o apoio que teve o Colégio Mauá (1870) de Santa Cruz do Sul.