Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar o estilo de vida como fator interveniente na percepção de estresse e humor de atletas amadores de voleibol. Participaram do estudo 217 atletas (137 mulheres e 80 homens). O estilo de vida foi avaliado utilizando o Questionário de Estilo de Vida Fantástico (Fantastic Lifestyle Questionnaire) (Añes, Reis & Petroski, 2008); o estresse foi mensurado utilizando a Escala de Estresse Percebido (Perceived Stress Scale), adaptada por Luft et al. (2007), além da Escala de Humor de Brunel (BRUMS) (Mcnair, Lorr, Droppleman, 1971). A ANOVA de uma via foi utilizada para comparar o estresse percebido e o humor de acordo com a classificação do estilo de vida, seguida pelo teste post-hoc de Tukey. A regressão linear múltipla foi utilizada para verificar a associação entre os domínios do estilo de vida e o estresse percebido e o humor. Os resultados mostraram que as estratégias de enfrentamento de desempenho sob pressão, confronto com a adversidade, concentração, formulação de objetivos, confiança e motivação apresentaram associação negativa com o estresse percebido (r entre -0,22 e -0,32) e associação positiva com a resiliência (r entre 0,28 e 0,43). A estratégia de ausência de preocupação apresentou associação positiva com o estresse percebido (r = 0,32). Em conclusão, atletas com um estilo de vida mais saudável tendem a apresentar menos sintomas de estresse e humor negativo, além de maior sensação de vigor. Sugerem-se estratégias de rotina pré-sono, além de práticas de higiene do sono e apoio para lidar com distúrbios do sono, visando, assim, melhorar o descanso e a recuperação dos atletas.

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