“Eu estava desanimado e queria desistir, mas ele (Hardy) me exigia Cada vez mais”: as masculinidades do atletismo nos jogos olímpicos (1988-1992) sob a ótica da emoção no jornal do Brasil
Por Flávia Theis Junges (Autor).
Resumo
As masculinidades são compreendidas como práticas sociais historicamente situadas, produzidas e reproduzidas em contextos específicos. Enquanto performances, podem ser analisadas a partir de categorizações que evidenciam seu caráter relacional e hierárquico. A masculinidade hegemônica ocupa posição normativa ao legitimar formas socialmente valorizadas de ser homem, frequentemente associadas, no esporte de alto rendimento, à disciplina, ao autocontrole emocional e à superação. Em relação a ela, articulam-se masculinidades cúmplices, subordinadas e marginalizadas, cujas posições variam conforme os contextos e as narrativas produzidas (Connell, 1997; 2005a).