O artigo propõe a valorização da capoeira como prática pedagógica no ensino de linguagem, destacando seu potencial para desenvolver múltiplas linguagens e contribuir para a construção da identidade cultural dos estudantes. Inserida numa perspectiva intercultural e antirracista, a capoeira possibilita o contato com saberes historicamente marginalizados, promovendo pertencimento, memória e respeito às diferenças. A fundamentação teórica articula aspectos históricos, culturais e performáticos da capoeira, destacando sua trajetória desde a repressão no período colonial até seu reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A prática é reconhecida como linguagem plural, capaz de integrar leitura crítica, produção textual e expressão corporal em experiências significativas. O artigo defende que a escola deve acolher formas diversas de linguagem e promover uma pedagogia da escuta e da reexistência. A capoeira se configura como dispositivo educativo potente, capaz de fomentar educação crítica, sensível, inclusiva e antirracista, reforçando a identidade dos alunos como sujeitos históricos e culturais.