Resumo

O objetivo deste estudo foi verificar se a aplicação de sessões adicionais de treino de flexibilidade melhora esta capacidade em atletas que praticam ginástica acrobática.

Participaram no estudo 25 crianças (10,57±2,5 anos), de ambos os sexos (F, N=21, 10,70±0,5 anos; M, N=4, 9,43±0,4 anos), divididas em dois grupos , grupo experimental (N=12, 10,43±1,01) e grupo controlo (N=13, 9,71 ± 1,51). Os atletas do grupo experimental realizaram 20 sessões de treino específico para diferentes tipos de flexibilidade durante aproximadamente 3 meses, 3 vezes por semana. Para a avaliação dos níveis de flexibilidade foi utilizado o Flexiteste, como procedimentos estatísticos foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk foi aplicado para verificar a normalidade e o teste de Wilcoxon (para avaliar as diferenças intragrupos).

Após a análise dos resultados, verificámos que embora não tenham existido muitas diferenças estatisticamente significativas, em média o grupo experimental apresentou melhores resultados após o tempo de intervenção nos diversos testes do Flexiteste, enquanto o grupo de controlo apresentou, em média, pouca evolução relativamente à primeira avaliação. Estes resultados concordam com o estudo de (Publio, 1988) que reforça a importância da realização de treino individualizado e específico para um melhor desenvolvimento da flexibilidade em idades superiores aos 7 anos.