Resumo

O envelhecimento está associado a mudanças na composição corporal e no desempenho funcional, destacando-se a redução da massa muscular e o comprometimento dafunção física. O índice de massa muscular apendicular (AMMI) é amplamente utilizado como indicador da saúde musculoesquelética e potencial marcador de sarcopenia. No entanto, sua relação com a função física em idosas de baixa renda ainda é pouco investigada, especialmente em regiões como o Amazonas.Objetivo: Investigar a associação entre o índice de massa muscular apendicular e a função física em idosas de baixa renda residentes na comunidade.Métodos: Estudo transversal descritivo, aprovado pelo CEP (parecer nº 5.585.578), com 916 idosas residentes no Amazonas. Foram incluídas participantes independentes nas atividades de vida diária e com condições clínicas estáveis. A massa muscular apendicular foi estimada por equação preditiva, e o AMMI calculado pela razão com a altura ao quadrado (kg/m²). A função física foi avaliada pelos testes de sentar-levantar da cadeira, velocidade de marcha em 4 metros, Timed Up and Go (TUG) e caminhada de 6 minutos. Realizaram-se análises de regressão linear considerando categorias de IMC.Resultados: A média de idade foi de 74,2±8,0 anos, com predominância de baixo nível socioeconômico. O AMMI médio foi de 3,87±0,93 kg/m². Houve associação significativa entre AMMI e desempenho funcional em categorias específicas de IMC. Em idosas com peso normal e sobrepeso, maiores valores de AMMI estiveram associados a melhor velocidade de marcha (p<0,001) e menor tempo no TUG (p<0,05). Resultados semelhantes foram observados em idosas obesas para velocidade de marcha (p=0,012) e TUG (p=0,018).Não houve associação no grupo de baixo peso.Conclusão: O AMMI associou-se à mobilidade e ao equilíbrio em idosas com peso adequado e excesso de peso, reforçando a importância da massa muscular na manutenção da capacidade funcional e a necessidade de intervenções em populações vulneráveis

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