Mal-estar docente em professoras de educação física do Rio Grande Do Sul: um estudo de caso
Por Rafael de Lima Magalhães (Autor), Ândrea Tragino Plotegher (Autor), Elisandro Schultz Wittizorecki (Autor).
Resumo
Mal-estar docente pode ser pensado como manifestação social produzida no laço social, que na escola pública ganha considerável proporção ao reconhecermos as inúmeras ausências presentes, que neste estudo reconhecemos como “faltas” (VOLTOLINI, 2011, p. 29), à exemplo da falta de apoio da sociedade aos/às professores/as com relação as propostas educacionais, assim como a falta de retribuições, recompensas materiais e reconhecimento do status (ZARAGOZA, 1999). No mundo contemporâneo, vários fatores desencadeiam algum tipo de manifestação de mal-estar pelos/as docentes. Entre eles, remuneração, condições de trabalho, infraestrutura escolar, etc. (KRUG, 2022). Silva (2012) observou que o/a professor/a encontra diversos tipos de dificuldades para exercer a docência, por vezes até impossibilitados/as de realizá-la, muito em razão de não conseguir cumprir com tudo que é demandado/a por conta da inviabilidade de tempo, seja no ambiente escolar ou fora dele. Assim, esse estudo que compõe a pesquisa de mestrado do primeiro autor, tem o objetivo de compreender como o mal-estar docente se manifesta no trabalho de três professoras de Educação Física da rede estadual do Rio Grande do Sul e produz consequências na vida pessoal e profissional das docentes.