Resumo
Uma das principais comentaristas esportivas do Brasil, jornalista fala sobre a dualidade e a complexidade do esporte. Mais na news: O que explica o crescimento do mercado de audiolivros?
O mesmo futebol ainda marcado por machismo, misoginia, violência e corrupção é também aquele que guarda as lembranças mais doces, capaz de manter vivos os que já se foram. Nas palavras da jornalista Milly Lacombe, é o sagrado e o profano, lado a lado.
Uma das principais comentaristas esportivas do Brasil, mesmo quando o futebol parece tê-la abandonado tantas vezes, ela insiste em ficar. É por meio dele que transcende tempo e espaço. Volta ao Maracanã com o pai para ver o “Flu”, onde testemunharam Zico, Adílio, Tita, “uma fábrica de moer corações tricolores”, como descreve. Retorna ao instante em que, junto com o sobrinho e a esposa, ambos são-paulinos, viu o “Coração Valente” marcar de cabeça para o Fluminense aos 49 do segundo tempo, nas quartas da Libertadores de 2008. Uma das noites mais memoráveis de sua vida. Ou pousa no dia em que Roberta, amor que partiu cedo, a levou ao Pacaembu; juntas compartilharam a paixão corintiana, e Milly carrega desde então a missão de representá-la diante da “Fiel”.