Musculação universitária e promoção da saúde: perfil, prontidão e adesão dos participantes
Por Marcelo Gonçalves Duarte (Autor), Mary Grazielly Ferreira Cardoso (Autor), Hevini Quidá Sório (Autor), Raissa de Oliveira Rodrigues (Autor), Natalia da Cruz Silva (Autor), Ana Julia Lopes de Araújo (Autor).
Em Lecturas: Educación Física y Deportes v. 31, n 342, 2026.
Resumo
Analisar o perfil sociodemográfico e antropométrico, a prontidão para a prática de atividade física e os padrões de adesão de participantes de um programa universitário de musculação. Método: Trata-se de um estudo transversal, com 379 participantes do Programa Academia Escola da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Foram coletadas informações sociodemográficas, comportamentais e antropométricas por meio de anamnese estruturada. A prontidão para a prática de atividade física foi avaliada pelo Questionário de Prontidão para a Atividade Física (PAR-Q). Os dados foram analisados por estatística descritiva e pelo teste do qui-quadrado, adotando-se nível de significância de 5 % (p<0,05). Resultados: Observou-se predominância do sexo feminino (54,9 %), média de idade de 24,45 anos e maior proporção de participantes eutróficos (51,6 %). A maioria relatou frequência semanal de três a cinco vezes (60,2 %), tempo de prática inferior a dois anos (81,0 %) e nível iniciante (57,8 %). Em relação à prontidão, 91,3 % foram classificados como aptos. Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre a classificação do IMC e a frequência semanal de prática (p=0,403), nem entre o IMC e a prontidão para a atividade física (p=0,812). Conclusão: A prática de musculação em contexto universitário envolve um público predominantemente jovem, apto e com frequência compatível com as recomendações de saúde, independentemente da classificação do IMC. Os resultados reforçam a importância de programas institucionais na promoção de hábitos saudáveis.
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