Resumo

O artigo tem como objetivo analisar a constituição da identidade regional nordestina a partir dos discursos sobre os esportes náuticos nas capitais litorâneas de Salvador, Recife e Fortaleza, entre as décadas de 1910 e 1940. Fundamentado na ideia do Nordeste como uma “invenção” histórica e discursiva, o texto demonstra como práticas esportivas modernas atuaram como dispositivos simbólicos na produção da chamada “nordestinidade”. Metodologicamente trata-se de uma pesquisa histórica de natureza documental, que mobiliza fontes históricas, como jornais, revistas, imagens e textos literários. A análise evidencia três dimensões discursivas recorrentes: o orgulho pelos feitos esportivos locais, associados à civilidade e ao progresso, o sentimento de inferioridade e crítica frente ao descaso político e à comparação com o Sul, e a valorização da originalidade e autenticidade das práticas locais.

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