O lazer físico-esportivo da pessoa com deficiência em Maringá/PR: os limites da inclusão na "melhor cidade do Brasil para se viver
Por Gustavo Borges Monteiro (Autor), Fernando Augusto Starepravo (Autor), Andressa Caravage de Andrade (Autor), Murillo Lago Menezes (Autor), Ana Carolina Felizardo da Silva (Autor), Pedro Vieira Junior (Autor).
Resumo
O objetivo do estudo foi investigar como o paradigma da inclusão social da pessoa com deficiência é observado nas políticas públicas de lazer físico-esportivo desenvolvidas pela Secretaria de Esportes e Lazer do município de Maringá-PR. Trata-se de uma pesquisa de campo e documental, a qual analisou a legislação e documentos norteadores que tratam sobre o lazer e a pessoa com deficiência. Ademais, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com gestores que atuam com o esporte para pessoas com deficiência. Nas ações identificadas, há a participação de diversas pessoas, inclusive pessoas com deficiências, todavia, não há indícios de um diagnóstico da participação desse público nas atividades, as quais são pontuais, também não se observa presença de ferramentas de avaliação. A maioria dos gestores entrevistados não apresenta nenhuma relação com atividades de lazer e esporte voltadas para pessoas com deficiências. Nos centros esportivos são desenvolvidas 30 modalidades esportivas no total, contudo apenas duas delas possuem vagas reservadas para pessoas com deficiências. Há um discurso de todos os entrevistados que aponta para a necessidade urgente de inclusão social. As principais barreiras identificadas para o projeto de inclusão social nas políticas de lazer físico-esportivo foram: ausência de recursos humanos, falta de capacitação dos gestores e acessibilidade.
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