Resumo

Rotinas de exercícios da elite econômica são retratadas como atos de heroísmo, disciplina e mérito.
Novo estudo mostra que, em dez anos, aumentou em São Paulo a desigualdade na prática de atividade física de lazer

Leio no Financial Times, replicado nesta Folha, sobre os sacrifícios de CEOs para se manter em forma.

Temos o caso de Roland Busch, diretor executivo da Siemens, para quem os treinos têm "a mesma importância que qualquer reunião de negócios". Apesar da agenda exigente, ele se gaba: "não pulo um único dia dedicado ao treino de pernas". Sayeh Ghanbari, chefe de consultoria da EY, não abre mão das artes marciais: durante as viagens, participa de aulas remotas, às vezes "com fusos horários bem diferentes... essa é a disciplina". Michael Murray, presidente da rede varejista britânica Frasers Group, declara sua paixão pela Hyrox, a nova febre do fitness: "adorei o quão mensurável era; você define metas e acompanha o progresso". James McMaster, executivo-chefe da Huel, admite que "conciliar exercícios físicos com a função de CEO e pai de crianças pequenas pode ser difícil", mas, bem organizado, encaixa uma sessão "em um intervalo aleatório, tipo às 15h".

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