Práticas corporais de aventura na escola: perspectivas pedagógicas da formação inicial em educação física
Por Leticia Carolina Ortega (Autor), Michaela Camargo (Autor), Isabel Cristina Martines (Autor), Evaldo J. F. Ribeiro Jr (Autor).
Resumo
A Educação é direito de todos e objetiva a formação plena (BRASIL, 1990; 1996). Socialmente, considera-se que a educação formal do indivíduo se inicia na escola, esta que tem o dever de, entre outras coisas, oferecer formação básica a todos cidadãos, de maneira que favoreça o acesso ao conhecimento sistematizado e mobilize o aprendizado, tratando dos saberes elaborados. O processo educacional desenvolve, então, capacidades cognitivas, físicas e afetivas por meio da aprendizagem dos conteúdos que são fundamentados nos conhecimentos historicamente construídos (BUENO, 2001; COSTA, 2012; GONZALES e SCHWENGBER, 2012). Compondo o universo da Educação Básica, temos a Educação Física que, paulatinamente, foi moldada e construída de acordo com as "necessidades sociais concretas" de cada contexto histórico (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 35), de forma que na atualidade é o componente curricular que, dentre outras perspectivas, trata especificamente da Cultura Corporal (DARIDO, 2008; COLETIVO DE AUTORES, 1992). Portanto, a Educação Física na escola deve considerar corpo, movimento e cultura seu meio e finalidade. Seu papel poderia ser expresso em integrar e introduzir o aluno no universo da cultura corporal e, com isso, formar “o cidadão que vai usufruir, partilhar, reproduzir e transformar as formas culturais” (GONZÁLEZ e SCHWENGBER, 2012).