Práticas Motoras para o Desenvolvimento Global de Crianças com Transtorno do Neurodesenvolvimento
Por Emilly Silva Lima (Autor), Amon Estrela Picanço Nogueira (Autor), Edna Farias Barbosa (Autor), Sayed de Souza Carril (Autor), João Paulo Kaiser Marques (Autor), Victoria Luiza Gonçalves Cavalcante (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento e interesses. Nesse sentido, a Educação Física vem como meio depromover o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional. Diante da diversidade de habilidades e necessidades dos alunos com TEA, é essencial garantir sua plena participação nas aulas, proporcionando adaptações e suportes adequados para atender àssuas necessidades individuais. Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência da aplicação de atividades psicomotoras em aulas de Educação Física para crianças com TEA. Metodologia: Este relato é baseado nas aulas realizadas na turma A do Programa de Atividades Motoras para Deficientes (PROAMDE) da FEFF/UFAM, a qual atende 30 crianças (2 a 6 anos) de ambos os sexos. As aulas foram planejadas e aplicadas em um período de 10 meses, realizadas 2 vezes na semana com 75 minutos de duração. Foi utilizado um roteiro de observação com a finalidade de avaliar o desempenho dos participantes nas atividades psicomotoras e procedimentos que proporcionaram melhoria nas interações sociais, habilidades motoras e, sobretudo na autonomia para atividades de vida diária e para a inclusão nos contextos da sociedade, para além do programa. As atividades psicomotoras realizadas nas aulas foram de caráter sensorial, de locomoção, equilíbrio e coordenação motora fina, quais se caracterizavam com ludicidade. Resultados: Os resultados obtidos com a intervenção foram significativos com a melhora nas interações sociais, maior participação em atividades em grupo; nas habilidades motoras, especialmente em equilíbrio e coordenação; e na autonomia, com maior independência na execução de tarefas simples durante as aulas. Conclusão: Podemos inferir que atividades lúdicas são capazes de despertar, nas crianças com TEA, o prazer por aprender, além de elevar o nível de autoconfiança, favorecendo assim seu desenvolvimento e proporcionando mais autonomia