Relações étnico-raciais e a produção do conhecimento em Educação Física.
Por Reigler Siqueira Pedroza (Autor), Cleber de Sousa Carvalho (Autor), Maria Luísa Alvarenga Oliveira (Autor), Ana Kelly Vasconcelos Menezes (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
a referida pesquisa discutiu o seguinte objeto de estudo -Quais as concepções de corpo, cultura afro-brasileira e educação física que nortearam as produções científicas do XXIII CONBRACE & X CONICE, no recém-criado GTT-13 (Relações Étnico-Raciais) do CBCE? Objetivo geral: analisar as concepções de corpo, cultura afro-brasileiras e educação física dos trabalhos publicados nos anais do XXIII CONBRACE e X CONICE de 2023, especificamente, no recém criado Grupo Trabalho Temático de Relações Étnico-Raciais (GTT-13) do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE). Metodologia: caracterizou-se por uma pesquisa qualitativa (Triviñus, 1987), ao realizar uma investigação bibliográfica que analisou 53 trabalhos apresentados nas modalidades decomunicações orais e pôsteres do evento. Resultados e discussão: a análise dos dados evidenciou a existência de desigualdades regionais na produção do conhecimento sobre a temática, com uma maior concentração nas regiões Nordeste e Sul do país que somadosrepresentaram 67% do total. Com relação às agendas de pesquisa, estas se concentraram em quatro grandes categorias, a saber: a) escola e educação das relações étnico-raciais; b) corpo, cultura e práticas corporais; c) esporte, lazer e educação física; d) formação docente e políticas públicas. É notória a escassez da produção de conhecimento sobre a temática relações étnico-raciais e a Educação Física brasileira, soma-se a isto, as fragilidades epistêmicas e conceituais identificadas nos trabalhos analisados, em especial, ao discutirem corpo negro e cultura afro-brasileira. Conclusão: em síntese, avaliamos que a criação do GTT-13 constituiu um avanço significativo para o fortalecimento desta agenda de pesquisa no CBCE, entretanto, ainda permanece o desafio qampliar estas investigações para consolidar uma Educação Física crítica, plural e antirracista no país