Repercussões neuromecânicas da dor muscular tardia e modulação por restrição de fluxo sanguíneo na funcionalidade dos membros inferiores
Por João Otacilio Libardoni dos Santos (Autor), Mathias Sosa Machado (Autor), Felipe Pivetta Carpes (Autor), Ivan Chulvi-Medrano (Autor), Pedro Gargallo-Bayo (Autor), Jose Ignacio Priego-Quesada (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
A busca por estratégias que otimizem a recuperação muscular e atenuem os efeitos do dano muscular induzido pelo exercício (DMIE) é fundamental nas ciências do esporte. Entre essas estratégias, a restrição de fluxo sanguíneo (RFS) tem se destacado por sua capacidade de induzir adaptações com baixas cargas e modular processos de regeneração. O objetivo deste estudo é analisar os efeitos da RFS, após a indução de dano muscular, sobre o desempenho físico, a dor muscular, marcadores bioquímicos e a temperatura da pele. A pesquisa caracteriza-se como um estudo experimental quantitativo. A amostra será composta por 30 indivíduos saudáveis de ambos os sexos (18-35 anos). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos sob o número de protocolo 26037119.9.0000.5323. O protocolo de indução de dano consistirá em 5 séries de 20 saltos em queda (drop jumps) de uma caixa de 60 cm. Imediatamente após, será aplicada a RFS bilateral nas coxas (220 mmHg) em três ciclos de 5 minutos de oclusão por 5 minutos de perfusão. As variáveis dependentes incluem: desempenho no salto vertical (CMJ), dor muscular (algometria e Escala Visual Analógica), níveis de creatina quinase (CK) e temperatura da pele via termografia infravermelha. As avaliações ocorrerão nos momentos basal, imediato, 24h e 48h pós-intervenção. Para a análise estatística, será utilizada a ANOVA de medidas repetidas com post hoc de Bonferroni (p < 0,05). Espera-se que a RFS auxilie na manutenção da performance e na redução da percepção de dor