Resumo

A busca por estratégias que otimizem a recuperação muscular e atenuem os efeitos do dano muscular induzido pelo exercício (DMIE) é fundamental nas ciências do esporte. Entre essas estratégias, a restrição de fluxo sanguíneo (RFS) tem se destacado por sua capacidade de induzir adaptações com baixas cargas e modular processos de regeneração. O objetivo deste estudo é analisar os efeitos da RFS, após a indução de dano muscular, sobre o desempenho físico, a dor muscular, marcadores bioquímicos e a temperatura da pele. A pesquisa caracteriza-se como um estudo experimental quantitativo. A amostra será composta por 30 indivíduos saudáveis de ambos os sexos (18-35 anos). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos sob o número de protocolo 26037119.9.0000.5323. O protocolo de indução de dano consistirá em 5 séries de 20 saltos em queda (drop jumps) de uma caixa de 60 cm. Imediatamente após, será aplicada a RFS bilateral nas coxas (220 mmHg) em três ciclos de 5 minutos de oclusão por 5 minutos de perfusão. As variáveis dependentes incluem: desempenho no salto vertical (CMJ), dor muscular (algometria e Escala Visual Analógica), níveis de creatina quinase (CK) e temperatura da pele via termografia infravermelha. As avaliações ocorrerão nos momentos basal, imediato, 24h e 48h pós-intervenção. Para a análise estatística, será utilizada a ANOVA de medidas repetidas com post hoc de Bonferroni (p < 0,05). Espera-se que a RFS auxilie na manutenção da performance e na redução da percepção de dor

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