Resumo

Este estudo apresenta-se com o objetivo de repensar o valor atribuído às atividades físicas escolares junto ao corpo Docente. Esse valor retira delas seu caráter lúdico e lhes atribui um caráter utilitário, no sentido de servirem para algo, independentemente da maneira como são desenvolvidas. As atividades físico-desportivas são importantes para o desenvolvimento humano, sem, contudo, aparecer na prática o que de fato ocorre e qual a melhor maneira para se alcançar favoravelmente o desenvolvimento humano, sobretudo em relação à formação do conhecimento e ao desenvolvimento da linguagem verbal. Em termos específicos, este estudo foi organizado de modo a captar os pontos convergentes e divergentes de quatro teóricos do desenvolvimento humano e identificar as representações sociais de oito professores de Educação Física sobre a possível relação entre as atividades físicas, a formação do conhecimento e o desenvolvimento da linguagem verbal - que se configuram, para efeitos desta dissertação, como desempenho acadêmico. Através da análise do discurso, no tratamento dado às entrevistas que foram realizadas tentou-se captar o núcleo central e o sistema periférico como elementos dinâmicos dessas representações sociais. Concluiu-se, em termos gerais, que há uma crença, crença segundo a qual as atividades físico-desportivas são importantes para a formação do conhecimento e da linguagem verbal. No entanto, essa crença vai se desconstruindo à medida que aumenta o nível de formação e da prática profissional dos informantes. A supervalorização das Atividades físico-desportivas na escola vai paulatinamente dando lugar à representação social da Educação Física como área que beneficia todo e qualquer indivíduo quando considerada como espaço sócio-educativo do prazer, e não que elas sejam detentoras de benefícios poderosos que se transferem integralmente para o desenvolvimento pleno do ser humano.

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