Representatividade de mulheres na gestão do esporte olímpico no Brasil
Por Evellyn Lúcia Martins Jeronimo Silva (Autor), Wendel Juan de Albuquerque Candido (Autor), Antonio Vinicius Neves Barbosa (Autor), Carlos Henrique Dantas Cavalcanti de Almeida (Autor), Humberto Mateus Nhabomba (Autor), Vilde Gomes de Menezes (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
O esporte no Brasil é um fenômeno social relevante, no qual a gestão esportiva desempenha papel central. Contudo, observa-se predominância masculina nesses cargos. Entretanto, observa-se a predominância masculina nesses espaços, mesmo diante do avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho. No campo esportivo, essa desigualdade se torna ainda mais evidente, especialmente nos cargos de maior poder decisório, revelando um cenário que demanda investigação e reflexão. Justificativa: A desigualdade de gênero na gestão esportiva brasileira evidencia baixa participação das mulheres e reforça a necessidade de promover maior equidade no setor. Apesar dos avanços educacionais e profissionais das mulheres, ainda existem barreiras estruturais que limitam seu acesso a cargos de liderança. Nesse sentido, compreender essa dinâmica contribui para ampliar o debate acadêmico e social, além de subsidiar a formulação de estratégias e políticas que promovam maior equidade de gênero no contexto esportivo nacional. Objetivo: O estudo analisa a participação feminina na gestão esportiva nacional, visando contribuir para o debate sobre equidade de gênero no setor. Método: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e transversal. Foram analisadas 34 Confederações esportivas brasileiras, com base em dados disponíveis em seus sites oficiais e portais de transparência. A amostra final incluiu 5 entidades com maior presença de mulheres em cargos de gestão, onde investigaram-se funções hierárquicas e a participação de mulheres. Resultado(s): Os resultados evidenciam baixa representatividade das mulheres na gestão esportiva brasileira. Entre 34 confederações analisadas, foram identificadas 382 mulheres, com maior concentração em áreas como ginástica, tênis de mesa e rugby. Na amostra aprofundada, as mulheres representaram 138 de 330 cargos, com maior presença em funções intermediárias, como coordenação e gerência, e menor ocupação em cargos de maior poder, como presidência. Conclusão: Conclui-se que, embora haja avanços na participação das mulheres, persistem desigualdades estruturais, indicando a necessidade de políticas que promovam maior equidade de gênero nos espaços decisórios do esporte.