Resumo

O principal objetivo deste estudo foi analisar as respostas termorregulatorias durante exercício prolongado realizado sob estresse hipertérmico com e sem ingestão de água. Participaram do estudo 12 ciclistas do sexo masculino com idade entre 19 e 30 anos e com consumo máximo de oxigênio estimado, em média, e 59,94 : 6,10 ml.Kg-1.min-1. Cada um dos sujeitos participou de três condições experimentais realizadas na parte da manhã e com intervalos de uma semana. As condições experimentais constavam da realização de um exercício na bicicleta ergométrica a 45% da potência máxima, medida previamente, com 60 minutos de duração ou até a exaustão. Foi criado um micro ambiente quente e úmido, através do uso de uma roupa impermeável (100%PVC) sobre um macacão de algodão, durante a realização do exercício na bicicleta ergométrica. Em uma das condições (SA ) experimentais não havia fornecimento de água. Nas outras duas condições, havia fornecimento de 1,32 litros de água. Em uma das condições com água (C15), 600 ml eram distribuídos 15 minutos antes do exercício. Em outras condições com água (C3), eram fornecidos 600 ml 15 minutos antes do exercício e 36 ml no primeiro minuto e a cada três minutos de exercício. As respostas termorregulatórias analisadas foram a temperatura retal, temperatura média da pele, temperatura média do corpo, freqüência cardíaca, taxa de sudorese e alteração percentual do volume de plasma. Uma sonda introduzida 12 cm além do esfíncter anal foi usada para medir a temperatura retal. Termistors de superfície foram usados para medir a temperatura da pele. Um cardiofrequencímetro foi usado para que se pudesse monitorizar a freqüência cardíaca ao longo do exercício. A taxa de suderese foi calculada a partir da diferença entre o peso pré e pós exercício. A alteração percentual no volume de plasma foi calculada a partir das análises da hemoglobina e do hematócrito realizada antes do exercício, aos 20, 40 e 60 minutos de exercício e 20 minutos após o encerramento do exercício. A temperatura retal média, a temperatura média do corpo e a freqüência cardíaca foram significativamente mais elevadas na condição sem água do que nas condições com água. Houve uma tendência na temperatura da pele de ser mais elevada na condição sem água do que nas condições com água. A taxa de sudorese apresentou um tendência de ser mais baixa na condição sem água do que nas condições com água. Não houve diferenças nas respostas termorregulatórias analisadas entre as condições C15 e C3. O tempo de exercício foi significativamente menor na condição SA do que nas condições C15 e C3, para 42% da amostra estudada.

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