Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre síndrome metabólica (SM) e medidas antropométricas (MA) em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) cadastradas nas Unidades de Estratégia de Saúde da Família de Rio Branco, Acre, em 2019. Trata-se de um estudo transversal com indivíduos com DM2. A variável dependente foi a SM, e as variáveis antropométricas foram obtidas por exames físicos e laboratoriais. A comparação entre grupos utilizou os testes t de Student ou qui-quadrado de Wald. Foram testadas correlações entre as MA e a SM; e regressão logística para verificar se esses índices se associavam de forma independente à presença de SM. A capacidade preditiva dos índices antropométricos foi avaliada por meio da curva ROC. Adotou-se nível de significância de p < 0,05. Entre 2.492 indivíduos com DM2, 82,6% apresentaram SM, com alta frequência de circunferência da cintura elevada (85%) e triglicerídeos ≥150 mg/dL (55%). Indivíduos com SM exibiram valores significativamente maiores de pressão arterial, triglicerídeos, TyG e MA, especialmente entre os homens. A correlação entre indicadores antropométricos e componentes da SM variou conforme o sexo, com destaque para o IRC e o CUN-BAE, que mostraram melhor desempenho geral. Na análise ROC, os índices IAC, CUN-BAE e IMT apresentaram maior poder discriminatório entre homens, enquanto IC, RCQ e TyG foram mais sensíveis entre mulheres. O estudo evidenciou alta distribuição da SM na população analisada, com destaque para obesidade abdominal e dislipidemia. Esses achados reforçam a necessidade de incorporar indicadores antropométricos específicos e mais precisos para identificar a SM e prevenir complicações em diabéticos.

Acessar

Apoio