Resumo

Este estudo teve como propósito refletir acerca dos efeitos comportamentais que a Terapia Corporal no Meio Aquático poderia provocar em pessoas na Terceira Idade. As publicações sobre a Terceira Idade apresentam uma tendência em tratar o tema predominantemente sobre aspectos biológicos, em detrimento de uma ênfase de como ocorrem as relações intra e interpessoais nessa faixa etária. Pouco se tem publicado sobre os prazeres e desprazeres e, menos ainda, sobre as representações simbólicas. O propósito inicial era saber sobre os efeitos terapêuticos que poderiam ser alcançados no meio aquático, através de estratégias de intervenção pedagógica. Sendo assim, o estudo realizado foi um desafio, por entender que a Terceira Idade é um tema emergente que requer trabalhos de cunho científico, a fim de construir conhecimentos sobre essa etapa da vida, já que cada vez mais aumenta a expectativa de vida das pessoas. A metodologia utilizada nesta investigação configurou-se dentro de uma perspectiva qualitativa, optando-se pela etnografia por entender que é o método que melhor se ajustava ao estudo em questão. Contou com treze participantes, dez do gênero feminino e três do gênero masculino. Os instrumentos utilizados na coleta de informações foram: a observação ativa e passiva, contando com colaboradores; a entrevista; memoriais descritivos; material fotográfico; gravação de fitas de vídeo e representação gráfica do corpo. A análise e interpretação das informações foram realizadas a partir de quatro categorias que surgiram a partir do estudo preliminar. São elas: "a satisfação de estar inserido num grupo", "o emergir do mundo simbólico", "a liberação corporal" e "a atividade lúdica provocando emoções prazerosas". O estudo põe em evidência que esta estratégia pedagógico-terapêutica de intervenção pela via corporal no meio aquático que utilizou como âncora pedagógica atividades lúdicas e de sensibilização, serviu de alavanca para desencadear o processo de crescimento intra e interpessoal das pessoas participantes do estudo, todas em idade avançada, demonstrando, portanto, que a idade cronológica não é fator limitador para que seja evidenciado e ampliado o processo de desenvolvimento humano.

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