Tirando Fronteras, Creando Juego Reflexões críticas sobre futebol, migração e a construção da cidadania em Barcelona.
Por Carolina Neiza Alvarez (Autor), Nicolás Marcle (Autor), Débora Majul (Autor).
Resumo
Este ensaio reflete sobre a experiência do projeto socioesportivo “Tirando Fronteras, Creando Juego” (2021-2024), uma iniciativa comunitária em Barcelona que utilizou o futebol como ferramenta de intervenção psicossocial para apoiar jovens migrantes vulneráveis. Através de uma abordagem reflexiva que incorpora as vozes dos seus coordenadores, explora a emergência de redes afetivas e formas de cidadania prática que desafiam a precariedade induzida pelo regime migratório espanhol. A análise centra-se em como o futebol funciona como uma linguagem universal que possibilita laços comunitários e se torna o território de uma “família escolhida”. Discute também as tensões institucionais entre a lógica do desporto comunitário e as estruturas tradicionais, revelando a capacidade do projeto de funcionar como um rizoma micropolítico onde os corpos migrantes exercem resistência, constroem um sentimento de pertença e articulam novas formas de cuidado coletivo e participação social.