Treinamento resistido é um fator de proteção para lesões musculoesqueléticas no crossfit?
Por José Martins Juliano Eustaquio (Autor), Vitor de Pina Pires (Autor), Jaime Tadashi Naito (Autor), Lorena Souza Vilela (Autor), Octávio Barbosa Neto (Autor).
Em Revista Brasileira de Medicina do Esporte v. 30, n 1, 2024.
Resumo
valiar a prevalência e as características das lesões musculoesqueléticas associadas aos praticantes de CrossFit® e a relação dessa prevalência entre aqueles que realizam de forma concomitante o treinamento resistido (TR).
Métodos: Estudo transversal, no qual foram incluídos participantes adultos de ambos os sexos, que responderam a um questionário misto de morbidade adaptado. Os participantes foram divididos em grupos de acordo com a prática ou não de outra modalidade juntamente ao CrossFit®, com destaque para o TR. Foram utilizados procedimentos de estatísticas analítica e descritiva, com um nível de significância estatística de 5% (p<0,05).
Resultados: Foram incluídos no estudo 179 participantes. Observaram-se prevalências de lesões musculoesqueléticas na amostra geral do estudo de 32,4% e naqueles que realizam o CrossFit® com TR de 30,8%. A razão de prevalência de lesões para esse grupo foi de 0,95, com menor prevalência de lesões para os membros superiores (p=0,03) e inferiores (p=0,02). Vale a pena destacar que 96% dos praticantes de CrossFit® e TR realizaram treinamentos de força com foco apenas nas musculaturas dos membros superiores e/ou inferiores, sem realização de treinamento específico para o segmento anatômico do Core (regiões lombar e pelve).
Conclusão: O TR associado ao CrossFit® e com abrangência a todos os segmentos anatômicos pode ser considerado um fator de proteção para a ocorrência de lesões musculoesquelética no CrossFit®